Domingo, Dezembro 19, 2010
Batalha interior
No Bhagavad Gita, o livro sagrado dos indianos, o senhor Krishna revela algumas verdades espirituais a Arjuna. Este estava prestes a enfrentar uma batalha. Podemos interpretar que essa batalha não era externa, entre 2 exércitos, mas uma batalha interna.
Estamos batalhando pela nossa salvação. Somos nós, numa peleja para alcançarmos a luz superior. O poder que nos ilumina e nos quer ver evoluindo, de um lado. Do outro, a ilusão cósmica que nos aprisiona num véu de ignorância. Estamos no campo de batalha. Podemos continuar condenados. Condenados à escuridão a ilusão. Ou despertar para a existência suprema.
No cotidiano, isso significa uma coisa muito simples: temos que fazer escolhas. Escolher que caminho seguir. Podemos cada vez mais ir para frente e para o alto. Ou continuar nas mesma opções que, de uma maneira ou de outra, nos trazem inúmeros sofrimentos. Nossas escolhas são de plantar flores e colher flores. Ou plantar espinhos e colher espinhos. A lei da ação-reação. Karma. Merecimento.
Mas onde está a batalha, nesse plantio? É que algumas vezes sabemos que são flores as que estamos plantando. Outras, achamos que são flores, mas na real são espinhos. Ou vice-versa. E de uma forma ou de outra, nos sentimos propensos a plantar espinhos cronicamente. Então, para começar a plantar flores infinitamente, temos que batalhar para abandonar o hábito de plantar espinhos e passar a plantar flores.
Abandonar velhos hábitos e adquirir novos. Essa é a batalha interior. Somos apegados a muitas coisas. Isso gera o sofrimento. Sofremos por estar apegados à transitoriedade, ao efêmero, às ilusões. Teimamos em achar que isso nos traz felicidade.
A batalha interior é aquela que devemos travar contra nossos desejos espúrios, impulsos, vontades. Firmarmo-nos num objetivo superior e guiar nosso querer para isso. Essa é a direção. E inibir o que nos leva ao erro. O não-fazer. Essa combinação é uma boa chave. Inibir e direcionar ao mesmo tempo. Inibir o que nos impede de ir ao alto. Ao mesmo tempo, direcionar à Luz suprema.
No Bhagavad Gita, o livro sagrado dos indianos, o senhor Krishna revela algumas verdades espirituais a Arjuna. Este estava prestes a enfrentar uma batalha. Podemos interpretar que essa batalha não era externa, entre 2 exércitos, mas uma batalha interna.
Estamos batalhando pela nossa salvação. Somos nós, numa peleja para alcançarmos a luz superior. O poder que nos ilumina e nos quer ver evoluindo, de um lado. Do outro, a ilusão cósmica que nos aprisiona num véu de ignorância. Estamos no campo de batalha. Podemos continuar condenados. Condenados à escuridão a ilusão. Ou despertar para a existência suprema.
No cotidiano, isso significa uma coisa muito simples: temos que fazer escolhas. Escolher que caminho seguir. Podemos cada vez mais ir para frente e para o alto. Ou continuar nas mesma opções que, de uma maneira ou de outra, nos trazem inúmeros sofrimentos. Nossas escolhas são de plantar flores e colher flores. Ou plantar espinhos e colher espinhos. A lei da ação-reação. Karma. Merecimento.
Mas onde está a batalha, nesse plantio? É que algumas vezes sabemos que são flores as que estamos plantando. Outras, achamos que são flores, mas na real são espinhos. Ou vice-versa. E de uma forma ou de outra, nos sentimos propensos a plantar espinhos cronicamente. Então, para começar a plantar flores infinitamente, temos que batalhar para abandonar o hábito de plantar espinhos e passar a plantar flores.
Abandonar velhos hábitos e adquirir novos. Essa é a batalha interior. Somos apegados a muitas coisas. Isso gera o sofrimento. Sofremos por estar apegados à transitoriedade, ao efêmero, às ilusões. Teimamos em achar que isso nos traz felicidade.
A batalha interior é aquela que devemos travar contra nossos desejos espúrios, impulsos, vontades. Firmarmo-nos num objetivo superior e guiar nosso querer para isso. Essa é a direção. E inibir o que nos leva ao erro. O não-fazer. Essa combinação é uma boa chave. Inibir e direcionar ao mesmo tempo. Inibir o que nos impede de ir ao alto. Ao mesmo tempo, direcionar à Luz suprema.
Quarta-feira, Dezembro 01, 2010
Firmeza
Sentir firmeza e estar em paz é uma busca não tão fácil. Simples, mas complexa ao mesmo tempo. Um paradoxo resolúvel por atitudes coerentes. Com o que?
Tem pessoas que depositam sua firmeza no dinheiro. Alguns, pagam tudo para todos, de modo a ter amigos e favores pelo poder de compra. Outros, preferem ter isto e aquilo, na esperança dos bens materiais ampará-los do vazio existencial. E há aqueles que acreditam que uma carteira recheada lhes garante a firmeza em si mesmos. Quem encontra firmeza no dinheiro, facilmente se depara com a superficialidade dessa energia que serve apenas como meio de troca e para alcançarmos a prosperidade. Firmeza, não é por ai não.
Outras pessoas sentem firmeza pelo poder. O status de ser alguém importante. Isso é mais do que ter dinheiro. É estar numa posição assimétrica com os outros, num lugar superior a estes. Alguns obtêm esse poder por cargos políticos. Outros por ser o mais malandro da turma, o mais destacado, o melhor lutador, etc. Alguns até conseguem sentir firmeza estando nesse lugar de superioridade. Mas ponderando por outro viés, todos somos iguais no plano espiritual. Isso significa que também essas pessoas vão se deparar com o vazio, medo e instabilidade tão prontamente respirem.
A verdadeira firmeza está em nós mesmos. Sermos firmes em nossos propósitos, em nossos princípios, em nossa fé. Sentir, dentro de si, que existe uma luz que nos guia. Perceber que tudo o que queremos podemos encontrar em nossas consciência. Ao descobrirmos que podemos ser coerentes conosco mesmos, isso fica mais fácil se nos guiarmos por princípios de luz, de paz e de amor. Princípios de liberdade. Libertarmo-nos das amarras interiores, do medo, do vazio. Preencher isso com sabedoria, com bondade, com práticas de bem. Em última instância, sentimos firmeza ao descobrir que a divindade está dentro de nós. Portanto, sentir firmeza em Deus. Não precisamos buscar a firmeza fora, nas coisas materiais ou nas míseras diferenças existentes entre os seres humanos. A verdadeira firmeza é em si mesmo. Na consciência limpa. Na luz interior.
E assim, encontramos uma luz que é superior. E nessa expansão nos sentimos firmes. Firmeza e paz. Liberdade.
Sentir firmeza e estar em paz é uma busca não tão fácil. Simples, mas complexa ao mesmo tempo. Um paradoxo resolúvel por atitudes coerentes. Com o que?
Tem pessoas que depositam sua firmeza no dinheiro. Alguns, pagam tudo para todos, de modo a ter amigos e favores pelo poder de compra. Outros, preferem ter isto e aquilo, na esperança dos bens materiais ampará-los do vazio existencial. E há aqueles que acreditam que uma carteira recheada lhes garante a firmeza em si mesmos. Quem encontra firmeza no dinheiro, facilmente se depara com a superficialidade dessa energia que serve apenas como meio de troca e para alcançarmos a prosperidade. Firmeza, não é por ai não.
Outras pessoas sentem firmeza pelo poder. O status de ser alguém importante. Isso é mais do que ter dinheiro. É estar numa posição assimétrica com os outros, num lugar superior a estes. Alguns obtêm esse poder por cargos políticos. Outros por ser o mais malandro da turma, o mais destacado, o melhor lutador, etc. Alguns até conseguem sentir firmeza estando nesse lugar de superioridade. Mas ponderando por outro viés, todos somos iguais no plano espiritual. Isso significa que também essas pessoas vão se deparar com o vazio, medo e instabilidade tão prontamente respirem.
A verdadeira firmeza está em nós mesmos. Sermos firmes em nossos propósitos, em nossos princípios, em nossa fé. Sentir, dentro de si, que existe uma luz que nos guia. Perceber que tudo o que queremos podemos encontrar em nossas consciência. Ao descobrirmos que podemos ser coerentes conosco mesmos, isso fica mais fácil se nos guiarmos por princípios de luz, de paz e de amor. Princípios de liberdade. Libertarmo-nos das amarras interiores, do medo, do vazio. Preencher isso com sabedoria, com bondade, com práticas de bem. Em última instância, sentimos firmeza ao descobrir que a divindade está dentro de nós. Portanto, sentir firmeza em Deus. Não precisamos buscar a firmeza fora, nas coisas materiais ou nas míseras diferenças existentes entre os seres humanos. A verdadeira firmeza é em si mesmo. Na consciência limpa. Na luz interior.
E assim, encontramos uma luz que é superior. E nessa expansão nos sentimos firmes. Firmeza e paz. Liberdade.
